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Rogério, faz tempo que eu vivo tentando
lhe colocar perto dos pesos pesados
Nós somos bastante diferenciados
Eu cantando muito e você enganando
Eu sou muito sério quando estou cantando
E você tem mania de se rebolar
Gesticula e tenta me intimidar
Levante a cabeça e abaixe esse dedo
que as suas caretas não me metem medo
nos dez de galope da beira do mar
Você diz que é duro, igual Figueiredo,
que é torturador mais do que Fleury,
que é igual Bin Laden pra o FBI,
que igual a Bush, é pernoste azedo,
que tem sangre, filho de Lino Oviedo,
que supera Hitler quando quer matar,
e eu aproveito pra lhe avisar
que pra cantador, fabuloso e chato,
mas que as tsunamis, eu pegando mato,
cantando galope na beira do mar
Além de covarde, você é ingrato,
e esse seu orgulho só lhe desmorona,
quando estou distante, você me detona,
mas nas cantorias você paga o pato
Lhe arrastei um dia do anonimato,
tentei como gente lhe apresentar
Somos diferentes até no olhar
Eu não canto pouco nem sou cafajeste,
você não é gente nem canta que preste,
nos dez de galope da beira do mar
Hipólito falou por todo o Nordeste
que nos livros e forica que no verso mata
sem passar de um tolo e dum autodidata
que leu a cartilha e não passou no teste
Pequeno em cultura porque não investe
e alto nas rasteiras que adora passar
Ruim de aparência, ruim de linguajar,
grande no orgulho, na lábia e na farda
e o QI menor que um grão de mostarda
nos dez de galope da beira do mar
Meu verso lhe faz medo que só sarda,
seu talento é pouco, seu estado é crítico,
vai amansar burro, bajular político,
passar pano em casa e caçar de espingarda
Quando a coisa aperta, você se acovarda,
se curva aos meus pés e começa a chorar
Eu procuro um besta pra me acompanhar,
ser meu puxa-saco e servir de palhaço,
você tá mais besta que o besta que eu caço
nos dez de galope da beira do mar
Dizer que cantando eu sou um fracasso,
seus olhos são cegos, seus ouvidos surdos,
sua boca fala esses absurdos,
quem finda pagando é seu espinhaço
Que até Zé Viola gemeu no meu laço,
já fiz louro branco cantar devagar,
obriguei Dinis deixar de cantar
e a soltei Geraldo que tem mais veneno
e você não dá nem um café pequeno
nos dez de galope da beira do mar
Peleja televisiva / Desafio intenso
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