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500 Anos de Brasil

Galope à Beira Mar
decassílabos (10 sílabas)

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Cantadores:

🎵
Zé Cardoso

Zé Cardoso e Sebastião Silva

🎵
Sebastião Silva

Zé Cardoso e Sebastião Silva

Sobre o estilo Galope à Beira Mar:

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  • Versos por estrofe: 10
  • Métrica: decassílabos (10 sílabas)
  • Esquema de rima: AAAAABBCCM
  • Mote fixo: "Nos dez de galope na/da beira do mar"

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Estrofes

Estrofe 1·Zé Cardoso
Descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500

São quinhentos anos de descobrimento,

se deve a Cabral por tanta bravura.

Em busca das ilhas partiu à procura

de terra abundante com muito alimento.

Trocando de rota, por causa do vento,

achou Terra Nova, resolveu parar.

Em mil e quinhentos, pudemos lembrar,

dia vinte e dois do mês de abril.

Ganhou Portugal, achando o Brasil,

nos dez de galope na beira do mar.

Estrofe 2·Sebastião Silva
Primeira missa no Brasil (26/04) e a carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel

Na frente do mar da cor de anil,

dia vinte e seis, rezaram uma missa.

Nela frei Henrique falou de justiça

pra o índio robusto de mente infantil.

Depois Pêro Vaz, de forma gentil

narrou uma carta pra poder mandar.

E Gaspar de Lemos teve que levar.

Partiu conduzindo no bolso papel,

levando a notícia para D. Manoel.

Eu digo em galope na beira do mar.

Estrofe 3·Zé Cardoso
Dificuldades da colonização, exploração do pau-brasil e expedições de Gaspar de Lemos (1503) e Cristóvão Jacques (1516)

Nem sempre corria o leite e o mel

pra aqueles que vinham com essa intenção.

Foi muito difícil a penetração,

a floresta virgem, o índio cruel.

O maior tesouro para Dom Manel

era o pau-brasil, pegar arrobar.

Pra guarda costeira mandaram Gaspar

no ano de mil quinhentos e três.

E Cristóvão Jacques veio em dezesseis,

eu digo em galope na beira do mar.

Estrofe 4·Sebastião Silva
Sistema de capitanias hereditárias, sucesso de Duarte Coelho em Pernambuco e Martim Afonso de Sousa em São Vicente

Depois amandado do rei português,

surgiu o regime de capitanias.

As hereditárias dando garantias

para o governante ser do interês.

Duarte Coelho, na dele se fez

com gado e com cana, soube trabalhar.

Aí Pernambuco só teve a ganhar.

As demais caíram, cresceu São Vicente,

com Mártir Afonso, que fez igualmente,

eu digo, em galope na beira do mar.

Estrofe 5·Zé Cardoso
Primeiro governador-geral Tomé de Sousa, padre Manuel da Nóbrega, Caramuru e fundação de Salvador

Pra colonizar, chegou muita gente.

Houve no regime mudança total,

com Tomé de Souza governando geral.

Manuel da Nóbrega foi conveniente,

catequizador do índio valente,

criou um bispado para melhorar.

E Caramuru veio auxiliar,

na árdua tarefa do governador.

Além de outras ilhas, fundou Salvador,

e eu digo, galope na beira do mar.

Estrofe 6·Sebastião Silva
Segundo governador-geral Duarte da Costa, jesuítas Anchieta e Sardinha, Mem de Sá lutando contra franceses, e Estácio de Sá

Duarte da Costa foi o sucessor,

chegando ao Brasil, trazendo o que tinha.

José de Anchieta, Dom Pero Sardinha,

pra catequisarem no interior.

Depois Mem de Sá, o governador,

diante os franceses teve que lutar.

Estácio chegou pra colaborar,

mas se uma flechada ele recebeu,

tombando vencido depois que venceu,

eu digo, galope na beira do mar.

Estrofe 7·Zé Cardoso
Divisão do Brasil em dois governos e período de domínio espanhol (1580-1640, União Ibérica)

Quando o homem de Sá desapareceu,

veio a divisão com um veredito,

norte ficou com Dom Luiz Brito,

Antônio Salema no sul exerceu.

Lourenço da Veiga depois recebeu,

perdeu o mandato saiu do lugar.

Foi quando a Espanha veio governar.

No ano de mil quinhentos e oitenta,

num total de anos, governou sessenta,

eu digo galope na beira do mar.

Estrofe 8·Sebastião Silva
Reflexão sobre escravidão, sofrimento indígena, progresso e potencial cultural do Brasil

Brasil tua história também representa

teus negros escravos comprados, vendidos.

O canto dos brancos cobrindo os gemidos

dos índios tombados na guerra sangrenta.

Mais tarde o progresso veio à marcha lenta

nas grandes metrópoles começou a mudar.

Pra frente Brasil, não podes parar,

revelas pra o mundo a tua cultura,

desperta gigante ninguém te segura,

nos dez de galope na beira do mar.

Contexto:

Epopeia histórica narrada em galope à beira mar, percorrendo 500 anos de história do Brasil desde o descobrimento em 1500 até os dias atuais. Aborda a chegada de Cabral, a colonização portuguesa, o sistema de capitanias, os governadores-gerais, o período de domínio espanhol, e finaliza com uma reflexão sobre escravidão, progresso e cultura brasileira.

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